Poeta Marcello ShytaraLira - UOL Blog

O Sétimo Dia.

 

O Mundo se encharca de imundices

Enchentes insaciaveis a devorarem

Humildes almas indefesas...

É neste momento meu Anjo

Que se faz necessário o uso de tua foice

Pois, limpar o Mundo...

É libertar  essa  gente insciente...

... dos pesadelos...

Produzidos por essas fezes  pedantes...

 

“...no sexto dia  fez-se o Mundo,

Para no sétimo meu Anjo o limpar”

 

E o Sétimo Dia chegou...

 

Marcello ShytaraLira

Sampa 05/08/2004

COLHEITA MALDITA!

Observo todas estas pessoas
Teus sons que soas
Ao vento sibilantes
Pensam que são importantes
Flagelam-se estigmatizadas
Cantando cantigas canonizadas
A fim de se expurgarem...
Dos erros futuros: Ceifadores hominívoros
Entretanto como outros tantos
Infectam a colheita
Quando usam suas lágrimas
Para adubar o ódio de seus âmagos...
Sentimento inato. Hereditariedade réptil
Está selado pela seita
O macabro ritual da mesmice
Não há futuro, só maldade no bando
Único elo: a crueldade inerente
Elas dançam, requebram e quebram
Serpenteiam em torno de Si mesmas
Ó! Ó! Ó!...
Criaturas “gravitantes” tão pequenas
E gritantes buscam ser gigantes...
Contudo, por serem tão arrogantes
Colhem solidão subjetiva...

__Sssssssiiiiiiisssssssiiiiiii! Scimus moriendum esse.*

Marcello ShytaraLira
Sampa 22/02/2004
(*Nós sabemos: é preciso morrer...)

Maria Nazaré de Carvalho Laroca

Membro da
ACADEMIA JUIZ-FORANA DE LETRAS
Professora aposentada da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Professora titular do CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JUIZ DE FORA 

Poema ALQUIMIA, selecionado e premiado no
Primeiro Concurso de Poesias da
Poemas Azuis,
pelo poeta Affonso Romano de Sant'Anna,
em dezembro de 2000.

ALQUIMIA


Vou transvivendo

tua ausência

em alquimia.


Com as lâminas

da poesia,

atravesso

o meu avesso

feito verso

e reinvento

a saudade de ti,

refém

da tua fotografia.

Poesia ALQUIMIA na língua Universal Esperanto.
A língua que está acabando com a hegemonia da língua ianque. 
 
 
ALKEMIE


Mi estas travivanta

cian malcxeeston,

alkemie.


Per la lamenoj

de l'poezio

mi trapasas

mian malon

versigatan

kaj reinventas

la sauxdadon

pri vi,

ostagxo

de cia fotografajxo.  

Maria Nazaré de Carvalho Laroca

 

Versão para o Esperanto:

Professor Saulo Salgado Wanderley

Poema de Manuel Neves extraído do site:

http://groups.msn.com/SonhosdePoeta/poeta38.msnw

 

Caem gotas de sangue pela minha alma


Caem gotas de sangue pela minha alma
chove pelo escuro dos meus dias
detesto estas dores que me consomem
arrelio-me de nadas absorventes de vida
esmago-me na minha insignificância
deleito-me de desejos perdidos
tento poesias sem rimas
sem lindas leituras
lidas ternuras.


Caem gotas de sangue pela minha alma
afogo-me sem saber nem fazer
vou ao fundo de mim em busca de algo
sinto este poço asfixiante
em que me rejeito
e me perco de novo
no que nada me traz
e tudo me desfaz.


Caem gotas de sangue pela minha alma
gritos sufocantes pelo corpo
espasmos de ser a verdade da mentira
no tempo em que esbanjo pedaços de existência
derretendo meus sonhos
que outrora tinham aromas de poesia.


Caio neste liquido de dores
confundido com o vento
que me arrasta a vida
neste vendaval desta terra
tão deserta de fome
de palavras sentidas.


Caem gotas de sangue pela minha alma.

 

 

Memórias de um ancião em 37

 

Quando aos 18 voltei

Vi os  5 ainda no por quê

Ganhei projeção aos 7

E gritei nos  13

Não foi fácil

Depois dos 17

Percebi as falsas crenças

E seus devassos reis

Que em valsas dançamos...

E foi ainda nesses que uivei

Aos quatro cantos

Ventos fortes arrastaram

Nossos gritos de prazer

Beirando aos 18

Lancei-me em estradas libertas

Caminhei sem nada buscar

—Que sentido teria, estar

Na estrada liberta, algo a buscar?

 

Foram nesses metros caminhados

Que vi cair em terra

Minhas doutrinas comida aos 2

Atingi os 27 e orei

Oras!  Orei a mim mesmo

Pois meu “deus” interior

Começava a se desgarrar

Meu  cordão umbilical

Cortou-se das crenças pragmáticas

E quando aos 37 travei

Guerras impessoais

Devido aos 7 mil anos

De informações impostas

Vomitei-as...

Necessário se vez, pois só assim...

É que poderia chegar aos 45

58, 69, 71, 88 e, enfim, aos l20

Quando os viver, contar-lhes-ei;

Que vi:

Um mundo de pombas brancas

O UNO nitidamente vermelho

Os seres negros eliminados

Os magos de trevas queimados

Os bruxos  de  dois corações amados

Os bons de línguas, deslinguados

Os utópicos mistificados

Os anjos felizes sexuados

E as mulheres em seus rebolados

Eternos gingados, a recriarem a vida. 

 

Marcello  ShytaraLira

 

 

 

 

 
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Maísa Cristina Vibancos 
Brasileira/SP ,  formação em Letras, professora
Sempre uma aprendiz;

A poesia é o meu olhar: Linguagem  simples  ...Amo  as palavras.

Minhas frases:
"Palavras fluem,eu as respiro ... elas me inspiram."

Participação em Antologias:Antologia de novos talentos: Poesia "Lágrima";

I Antologia  do  Portal 'Cá Estamos  Nós'

Blog:http://mpupila.blog.uol.com.br/ e http://mvibancos.zip.net/

 

Suave e Louca

Suave é a madrugada,
Se tuas palavras flutuam
Em meus olhos solitários.

Suave é a madrugada,
Se tua voz
amortece minha boca.

Suave é a madrugada,
Se tua respiração
vem como a brisa;
E sopra em meus versos...
tua preciosa rima.

Louca é a madrugada,
Se teu corpo aquece,
O meu entorpece,
Quando declamas...
meu mel.
                 

Maísa Cristina Vibancos 

Pupila



 

Um POEMA  de
NIDA CHALEGRE

 

BATALHA DIÁRIA
01/08/2004

Ao longo do dia
monto no meu cavalo
entro na batalha
me envolvo no trabalho

Atuo como no maior dos palcos
coloco um sorriso nos lábios
represento meu papel
recebo todas as palmas
          as vaias
          decoro as falas
entro nas deixas
ouço todas as queixas
aplaudo os vencedores
consolo os perdedores
somos todos atores

Mas quando terminam os atos
encaro os fatos
volto para o meu camarim
deito as caras flores num vaso
olho para o apartamento vazio
tiro a minha máscara com calma
e então
         finalmente
      em prantos
tento acalmar a solidão
da minha alma


NIDA CHALEGRE
www.nidachalegre.com.br


 

J. Aparecida Linhares Guimarães

Natural de Itabuna, uma cidade ao Sul do Estado da Bahia, outrora chamada capital do Cacau.

Comecei a registrar meus anseios, sonhos e fantasias aos sete anos de idade, e nada mais eram que isso

para mim, até que um amigo em março deste ano, disse-me que eu tinha jeito, e indicou-me o Usina de

Letras. Quase nada sei de métricas ou regras, deste mundo que sempre apreciei, onde tenho meus

poetas favoritos, Castro Alves e o Olavo Bilac foram os primeiros em minha vida.  No entanto tenho a

certeza apenas que gosto de ler coisas bonitas, e escrever meus rabiscos.

Venho buscando conhecimento da arte, observando autores, lendo algo a respeito; para não fazer tão

feio, e acredito que estou melhorando, pois já consigo distinguir um soneto de um cordel. Risos.

 

Silêncio e bandolins

Vê-se o brilho das estrelas em noite de luar
distinguem-se aromas das flores nos jardins
e no silêncio, pode escutar-se até bandolins
esse é o estado sublimado, no desejo de amar.

Imergem franqueados mil pensamentos bons
perceptível apenas a fascinação que os aflora
num colorido que não determina direito os tons
clareando todo o sentimento apenas no agora

Enamorados normalmente pensam assim
em profusão embora boa, mas nada calma
encantamento que enobrece e anima a alma
felicidade que não deveria jamais ter fim

Aparecida Linhares
By Serahnil
19/07/2004

Claudia  Sleman (Rahna).

Natural do Estado do Rio de Janeiro em Nilópolis. 
É professora e trabalha com Educação Infantil e
Educação Especial na rede Estadual de Ensino há 17 anos.
Tem alguns trabalhos publicados no livro 
"Antologia Brasileira de Poetas Contemporâneos I, II, III, V, e VIII
publicados pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores; e  
"PÉRGULALITERÁRIA" a ser lançado pela Editora Valença. 
"Escrever poesias para mim,  não é apenas reunir 
palavras, escandir versos, organizar estrofes. 
É muito mais. A poesia é a porta de comunicação entre 
meu coração e o mundo, foi a forma que encontrei de não perecer, 
não sucumbir ao caos em que vivemos..."
 
TRANSMUTAÇÃO 
 
Me travesti de mim mesmo 
Para  dizer palavras 
Tão ferinas, que te alvejassem 
E te fizessem cair. 
Me transmutei.e proferi 
Coisas insanas 
E dolentes,
Incapazes de se traduzir. 
 
Me transfigurei completamente, 
E cacos de sonhos, 
Pedaços de risos, 
Alegrias malfadadas 
E ira, sobretudo, 
Atirei sobre ti. 
 
Me transformei, irreconhecivelmente, 
E gritei tudo o que me doía, 
Tão alto, 
Que de onde estivesses, 
Tu pudesses me ouvir. 
 
Depois, retomei os meus sentidos, 
Cerrei os olhos 
E chorei 
Até dormir... 
 
(Claudia Sleman-Rahna) 

 

ELAINE PERLI é

artista educadora, dramaturga, poeta,

tendo forte ligação com as artes plásticas,

busca  a poesia como  a sua melhor fonte de expressão.

 

 

Brincando com a lua

 

ali, eu olhava pela fresta

bordada e raiando...

 

invadiu-me a tal felicidade

pela visão do dia parando

 

com ela muitas novidades

e o tempo hábil passando

 

pássaros, flores, insetos

ruídos, porta escancarando

 

todos indo ao repouso do dia

nessas horas, hibernando

 

águas dos riachos, marulhos

vento fresco, silenciando

 

vejo a lua surgindo, e

com ela uma sombra chegando

 

um ser, um mito, um ente

algo em mãos manipulando

 

surpreso pela minha chegada

um cristal continuou encantando

 

enigmático ser, se mostrava

sem hesitar, ao abismo saltando

 

eu, sem forças, hipnotizada

do encantamento acabei voltando

 

continuo ali, e pela fresta

continuo curiosa, olhando

 

e daí sabe um dia descubra de quem...

grávida de luas, acabei ficando.

 

 

 

 

 




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