
O homem com lama se fez. Nasceu
Copulou com o vírus do poder
O que proliferou em suas entranhas
Recôndita tu’alma recrudesceu
Vã tentativa de vencer sua sanha
O mal o racional em... passou a ser...

FUNÉREA ERA IMORTAL
Tece trevas em espaços perdidos
Nos céus estrelas fantasmas...
A iluminarem falsas esperanças
No meu angustiado coração
O tempo inexorável, me fez evoluir
Tornei-me um necrófilo...
Culpa dos fantasmas celestes
Pois, refletem alegres
Os rostos de meus amores...
Fossilizados, todos tantos
Ressequidos...
Desprovidos de hemoglobinas...
Ah! minhas omoplatas saem para fora
Metamorfoseando-se em penas
Abrem-se asas, levando-me
Ao ápice de minha agonia
Estou próximo das estrelas fantasmas...
Dos lábios de caninos expostos
De minhas lindas mulheres...
Meu pescoço sente falta...
Hematófagas de minh'alma...
Ah! quantos prazeres eu sentia
Ao ter delas seus corpos nus
Meus receptáculos...
Hoje neste Cosmos solitário:
Vivo esta macabra imortalidade...
Padeço na dor da saudade...
Sofro por ter sido o "van helsing"
Das mulheres qu’Eu tanto amei...
Marcello ShytaraLira
Sampa 08/06/2004